quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Pensamento-Percepção (6): Arnheim

RUDOLF ARNHEIM (1904—2007)

“[...] o conjunto das operações cognitivas chamadas pensamento não são um privilégio das operações mentais localizadas acima e para além da percepção, mas sim, ingredientes essenciais da própria percepção [...]. Não vejo como eliminar a palavra ‘pensar’ do que ocorre na percepção. Não parece existir nenhum processo do pensar que, ao menos em princípio, não opere na percepção.”


“Ao olhar um objeto, procuramos alcançá-lo. Como um dedo invisível movemo-nos através do espaço que nos cerca, dirigimo-nos aos lugares distantes aonde se encontram as coisas, tocamo-las, agarramo-las, examinamos suas superfícies, seguimos seus limites, exploramos sua textura. Esta é uma tarefa eminentemente ativa.”


Arnheim, R. El Pensamiento Visual. Editorial Universitaria de Buenos Aires, 1985.(Trabalho originalmente publicado em 1969). (Tradução: Ailton Bedani)

Pensamento-Percepção (5): Reich

WILHELM REICH (1897-1957)


“Se nos atentarmos para as conseqüências de nossos experimentos bio-elétricos, que revelaram que a quantidade de uma dada excitação biológica é idêntica à intensidade de prazer ou desprazer, então a excitação biológica e a percepção psíquica são funcionalmente idênticas. Por outro lado, não há razões suficientes para se postular que a matéria não-contrátil, não-viva, é capaz de perceber. É importante deixar de lado uma espiritualização geral da natureza, inclusive da natureza não-viva. No atual estágio de nossos conhecimentos acerca da percepção e da biofísica, faremos melhor em separar o vivo do não-vivo; o ser vivo como aquele que se caracteriza pela pulsação (alternância de expansão e contração) e percepção, o não-vivo como aquele que é rígido e desprovido de percepção. Onde não há pulsação, também não há percepção.


REICH, W. Orgonotic Pulsation, Part One: The Differentiation of Orgone Energy from Electromagnetism - Presented in Talks with an Electrophysicist. Orgonomic Functionalism: A journal devoted to the work of Wilhelm Reich, Rangeley, Maine, v.3, 1991. (Trabalho originalmente escrito entre 1939 e 1944). (Tradução: Ailton Bedani)