terça-feira, 29 de julho de 2008

Rodchenko


Rodchenko em foto da década de 1940

Aleksandr Mikhailovich Rodchenko
(Александр Михайлович Родченко, 1891-1956) foi um expoente da vanguarda artística soviética das décadas de 1920 e 30. Rodchenko dedicou-se a diversas formas expressivas (pintura, fotomontagem, fotografia, entre outras), buscando continuamente perspectivas estéticas inovadoras.

Fontes:
http://oseculoprodigioso.blogspot.com/2006/02/rodchenko-alexander-fotografia.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandr_Rodchenko

Do polivalente artista apresentamos, a seguir, três fotografias; contudo, uma busca na web poderá revelar, ao interessado, produções em que Rodchenko fez uso de outros canais de expressão, tais como o design de cartazes e capas de livros, a escultura etc. No final deste post inserimos, ainda, um vídeo sobre o autor.


Mayakovsky (1893-1930); foto de Rodchenko, 1924.


Ginástica matinal no topo de um albergue de estudantes em Lefortovo; foto de Rodchenko, 1932


"Juramento"; foto de Rodchenko, 1935

+ informaçoes:
http://www.wsws.org/pt/2007/jan2007/rodc-j25.shtml

http://www.secrel.com.br/jpoesia/ag12rodchenko.htm
http://www.moma.org/exhibitions/1998/rodchenko/

Vídeo:
"Alexander Rodchenko and the Russian Avant-garde"

Pensamento-Percepção (3): Nietzsche

FRIEDRICH NIETZSCHE (1844—1900)
“Pois pelo fato de agora buscarem imediatamente a razão, ou seja, ‘o que significa’, e não mais ‘o que é’, nossos sentidos ficaram algo embotados... Quanto mais capazes de pensar se tornam o olho e o ouvido, tanto mais se aproximam da fronteira em que se tornam insensíveis: o prazer é transferido para o cérebro, os próprios órgãos dos sentidos se tornam embotados e débeis, o simbólico toma cada vez mais o lugar daquilo que é — e assim chegamos à barbárie por esse caminho, tão seguramente como por qualquer outro”.
NIETZSCHE, F. Humano, Demasiado Humano Um Livro para Espíritos Livres. Trad. Paulo C. Souza. São Paulo: Cia das Letras, 2000
(Versão final da obra publicada pelo autor em 1886).

Ianomani-Nuba

ÍNDIA IANOMANI
Foto: Ricardo Stuckert
[ Veja a foto em tamanho maior, clicando AQUI ]

MULHER NUBA

Foto: Leni Riefenstahl
http://www.leni-riefenstahl.de
[ Veja, também, o slideshow "Os Nubas do Sudão" ]

Pensamento-Percepção (2): Blake

WILLIAM BLAKE (1757-1827)
"Se as portas da percepção estivéssem limpas, tudo apareceria ao homem tal como é: infinito".
BLAKE, W. The Marriage of Heaven and Hell.
Disponível em:
http://www2.kobe-c.ac.jp/~watanabe/blake/mhh.htm
(Obra originalmente escrita entre 1790 e 1793).
(Tradução: Ailton Bedani)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Nietzsche (corpo)

“O corpo é uma grande razão, uma multiplicidade com um único sentido, uma guerra e uma paz, um rebanho e um pastor. [...]

‘Eu’, dizes; e ufanas-te desta palavra. Mas ainda maior, no que não queres acreditar – é o teu corpo e a sua grande razão: esta não diz eu, mas faz o eu. [...]

Atrás de teus pensamentos e sentimentos, meu irmão, acha-se um soberano poderoso, um sábio desconhecido – e chama-se o ser próprio. Mora no teu corpo, é o teu corpo.

Há mais razão no teu corpo do que na tua melhor sabedoria. E por que o teu corpo, então, precisaria logo da tua melhor sabedoria?

Friedrich Nietzsche (1844-1900)
NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra: Um livro para todos e para ninguém. Trad. Mário da Silva. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

Pensamento-Percepção (1): Empédocles, Heráclito, Platão

EMPÉDOCLES(495/490 a.C.—435/430 a.C.)
“[...] considera com teus sentidos como cada coisa é clara. Não dês maior confiança ao olhar do que a que corresponde ao ouvido; e não estimes o ruidoso ouvido acima das claras instruções da língua; e não recuses confiança às outras partes do teu corpo, pelas quais há acesso à inteligência.”
Empédocles, apud CHAUÍ, M. Introdução à História da Filosofia - Dos Pré-Socráticos a Aristóteles. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1994.

HERÁCLITO (~540 a.C.—470 a.C.) (comentário)
“Heráclito, devido ao fato de ainda acreditar que o homem dispunha de dois órgãos para o conhecimento da verdade — a sensação e a razão —, considerava [...] que, tratando-se destes dois órgãos, a sensação não é digna de confiança, ao passo que colocava a razão como critério. De fato, ele recusa a sensação, dizendo textualmente: os olhos e os ouvidos são maus testemunhos para as almas surdas à sua linguagem. O que é o mesmo que dizer que ‘é próprio das almas bárbaras atribuir fé aos sentidos desprovidos de razão’.”
Sexto Empírico (falecimento ca. 200), comentando o pensamento de Heráclito de Éfeso, apud Les Écoles Présocratiques. Ed. Folio-Gallimard, 1991. (Tradução: Ailton Bedani)

PLATÃO (428/27-347 a.C.)
"[...] A visão, ou mesmo a audição, contém, para os homens, uma verdade qualquer?
[...] Se, entre as percepções do corpo, a visão e a audição não são nem claras nem exatas, imagine então as outras. Pois todas são, a meu ver, mais imperfeitas que aquelas duas.
[...] Em qual momento, diz Sócrates, a alma apreende a verdade? Ora, não resta dúvida de que, quando a alma se serve do corpo para tentar examinar alguma coisa, é totalmente enganada por ele [...]”
Platão, no Fédon, apud La Sensation, Ed. Flammarion, 1997. (Tradução: Ailton Bedani)