sábado, 13 de setembro de 2014

MINICURSO "UMA INTRODUÇÃO AO TRABALHO DE WILHELM REICH" (01/11/14)

[minicurso]
UMA INTRODUÇÃO AO TRABALHO DE WILHELM REICH

OBJETIVO
Este minicurso, que será realizado em um único sábado na Universidade Ibirapuera (UNIB) e terá duração de 6 (seis) horas, propõe-se a apresentar panoramicamente a vida e obra do médico e cientista natural Wilhelm Reich, especialmente suas pesquisas de teor energético e suas contribuições para os campos da psicologia social e da psicoterapia.

PROGRAMAÇAO
- Breve apresentação da vida e principais momentos do trajeto científico do autor.

- As investigações reichianas no campo da energética: os estudos laboratoriais sobre a bioeletricidade dos estados emocionais  e sobre uma energia específica de caráter universal.

- As intervenções reichianas no domínio social: o trabalho sociopolítico a respeito da sexualidade, junto às populações proletárias de Viena e Berlim (1927-1933) e as pesquisas e projetos de prevenção, nos EUA, do encouraçamento em crianças e adolescentes (décadas de 1940 e 50).

- As contribuições reichianas para a psicoterapia: a técnica reichiana do trabalho sistemático com as resistências caracteriais (a Análise do Caráter) e com as defesas do registro corporal (a Vegetoterapia e Orgonoterapia).

PÚBLICO ALVO
Psicólogos e alunos do curso de psicologia, profissionais da área da saúde e demais interessados na pesquisa reichiana.

DATA E HORÁRIO
01/11/2014 (sábado), das 9h às 16h.

CARGA HORÁRIA
6 (seis) horas

LOCAL
Clínica de Psicologia da Universidade Ibirapuera (UNIB)
Av. Interlagos, 1329, Chácara Flora, São Paulo - SP

CUSTO
R$ 80,00

INSCRIÇÕES
Tel. 5694-7961 (Clínica de Psicologia da UNIB)

COORDENADOR
Ailton Bedani
[Psicólogo, psicoterapeuta e professor universitário na UNIB e UNICAPITAL. Mestre e doutor em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP)].

* A UNIB oferecerá CERTIFICADO de conclusão do curso aos alunos que obtiverem 85% de presença*

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Minicurso sobre teoria reichiana, em julho de 2013

OS CONCEITOS DE ENERGIA, SENSAÇÃO E FUNÇÃO NA OBRA DE WILHELM REICH

Minicurso de férias
4 aulas em julho de 2013, aos sábados, das 13 às 16h, no Espaço ORG2 (R. do Paraíso, 513 - s. 4 - São Paulo - SP)

O minicurso abordará três eixos centrais da obra de Reich - as noções de energia, sensação e função - e a maneira pela qual o autor, integrando essa tríade conceitual, compôs, ao longo de quase quarenta anos de pesquisas, uma inovadora produção científico-epistemológica.

O evento é dirigido a todos os interessados na pesquisa reichiana.

Coordenador: Ailton Bedani
(Psicólogo clínico de orientação reichiana, Mestre e Doutorando em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo)

Para mais informações sobre o conteúdo programático, custos e formas de inscrição, acesse, por favor, o link abaixo:

http://www.org2.com.br/curso-de-ferias-2013.htm

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Pensamento-Percepção (6): Arnheim

RUDOLF ARNHEIM (1904—2007)

“[...] o conjunto das operações cognitivas chamadas pensamento não são um privilégio das operações mentais localizadas acima e para além da percepção, mas sim, ingredientes essenciais da própria percepção [...]. Não vejo como eliminar a palavra ‘pensar’ do que ocorre na percepção. Não parece existir nenhum processo do pensar que, ao menos em princípio, não opere na percepção.”


“Ao olhar um objeto, procuramos alcançá-lo. Como um dedo invisível movemo-nos através do espaço que nos cerca, dirigimo-nos aos lugares distantes aonde se encontram as coisas, tocamo-las, agarramo-las, examinamos suas superfícies, seguimos seus limites, exploramos sua textura. Esta é uma tarefa eminentemente ativa.”


Arnheim, R. El Pensamiento Visual. Editorial Universitaria de Buenos Aires, 1985.(Trabalho originalmente publicado em 1969). (Tradução: Ailton Bedani)

Pensamento-Percepção (5): Reich

WILHELM REICH (1897-1957)


“Se nos atentarmos para as conseqüências de nossos experimentos bio-elétricos, que revelaram que a quantidade de uma dada excitação biológica é idêntica à intensidade de prazer ou desprazer, então a excitação biológica e a percepção psíquica são funcionalmente idênticas. Por outro lado, não há razões suficientes para se postular que a matéria não-contrátil, não-viva, é capaz de perceber. É importante deixar de lado uma espiritualização geral da natureza, inclusive da natureza não-viva. No atual estágio de nossos conhecimentos acerca da percepção e da biofísica, faremos melhor em separar o vivo do não-vivo; o ser vivo como aquele que se caracteriza pela pulsação (alternância de expansão e contração) e percepção, o não-vivo como aquele que é rígido e desprovido de percepção. Onde não há pulsação, também não há percepção.


REICH, W. Orgonotic Pulsation, Part One: The Differentiation of Orgone Energy from Electromagnetism - Presented in Talks with an Electrophysicist. Orgonomic Functionalism: A journal devoted to the work of Wilhelm Reich, Rangeley, Maine, v.3, 1991. (Trabalho originalmente escrito entre 1939 e 1944). (Tradução: Ailton Bedani)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Exposição "Fotógrafos da Vida Moderna"

Se você gosta de fotografia, ou de História da Fotografia, ou tem interesse, como nós, pela questão da Leitura de Forma, então não deixe de visitar a Exposição "Fotógrafos da Vida Moderna", organizada pelo MAC (Museu da Arte Contemporânea) e alocada no Prédio da Bienal, no Ibirapuera (São Paulo - SP)
Esse bem-vindo evento reúne 154 fotos, produzidas na primeira metade do séc. XX por autores que contribuíram significativamente para o desenvolvimento da linguagem fotográfica. Constam da Exposição trabalhos originais de grandes nomes da fotografia, tais como Alexander Rodchenko, Edward Weston, Geraldo de Barros, Henri Cartier-Bresson, Leni Riefhenstal, Man Ray, Pierre Verger, e muitos outros.

A mostra é composta, em sua maioria, por fotos da coleção particular do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, que estão com o MAC em regime de guarda provisória. 124 fotografias vieram da coleção de Ferreira, 19 do acervo do Museu de Arte Contemporânea, e 11 do Instituto de Estudos Brasileiros da USP (Universidade de São Paulo).

Fotógrafos da vida Moderna
Data: até 28 de setembro/2008
Horário:
de terça a domingo, das 10h às 18h
Local: MAC Ibirapuera
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, Pavilhão da Bienal, 3º andar.
Informações: (11) 5573-5255
Entrada gratuita

(Veja uma foto da Exposição clicando AQUI)

Pensamento-Percepção (4): Pessoa

FERNANDO PESSOA (1888-1935)


“A sensação é tudo, afirma Caeiro, e o pensamento é uma doença. Por sensação entende Caeiro a sensação das coisas tais quais são, sem acrescentar quaisquer elementos do pensamento pessoal, convenção, sentimento ou qualquer outro lugar da alma. [...] Caeiro tem uma disciplina: as coisas devem ser sentidas como são. [...] Caeiro não tem ética a não ser a simplicidade”.

Fernando Pessoa

PESSOA, F. Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação. Lisboa: Ed. Ática, 1966

“Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz”
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa), “O guardador de rebanhos”, IX (publicado em 1925).
PESSOA, F. O guardador de rebanhos e outros poemas –
Poesia completa de Alberto Caeiro
. São Paulo: Landy Editora, 2006


“Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela”.
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa), “Poemas inconjuntos”
PESSOA, F. O guardador de rebanhos e outros poemas –
Poesia completa de Alberto Caeiro
. São Paulo: Landy Editora, 2006

terça-feira, 29 de julho de 2008

Rodchenko


Rodchenko em foto da década de 1940

Aleksandr Mikhailovich Rodchenko
(Александр Михайлович Родченко, 1891-1956) foi um expoente da vanguarda artística soviética das décadas de 1920 e 30. Rodchenko dedicou-se a diversas formas expressivas (pintura, fotomontagem, fotografia, entre outras), buscando continuamente perspectivas estéticas inovadoras.

Fontes:
http://oseculoprodigioso.blogspot.com/2006/02/rodchenko-alexander-fotografia.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandr_Rodchenko

Do polivalente artista apresentamos, a seguir, três fotografias; contudo, uma busca na web poderá revelar, ao interessado, produções em que Rodchenko fez uso de outros canais de expressão, tais como o design de cartazes e capas de livros, a escultura etc. No final deste post inserimos, ainda, um vídeo sobre o autor.


Mayakovsky (1893-1930); foto de Rodchenko, 1924.


Ginástica matinal no topo de um albergue de estudantes em Lefortovo; foto de Rodchenko, 1932


"Juramento"; foto de Rodchenko, 1935

+ informaçoes:
http://www.wsws.org/pt/2007/jan2007/rodc-j25.shtml

http://www.secrel.com.br/jpoesia/ag12rodchenko.htm
http://www.moma.org/exhibitions/1998/rodchenko/

Vídeo:
"Alexander Rodchenko and the Russian Avant-garde"

Pensamento-Percepção (3): Nietzsche

FRIEDRICH NIETZSCHE (1844—1900)
“Pois pelo fato de agora buscarem imediatamente a razão, ou seja, ‘o que significa’, e não mais ‘o que é’, nossos sentidos ficaram algo embotados... Quanto mais capazes de pensar se tornam o olho e o ouvido, tanto mais se aproximam da fronteira em que se tornam insensíveis: o prazer é transferido para o cérebro, os próprios órgãos dos sentidos se tornam embotados e débeis, o simbólico toma cada vez mais o lugar daquilo que é — e assim chegamos à barbárie por esse caminho, tão seguramente como por qualquer outro”.
NIETZSCHE, F. Humano, Demasiado Humano Um Livro para Espíritos Livres. Trad. Paulo C. Souza. São Paulo: Cia das Letras, 2000
(Versão final da obra publicada pelo autor em 1886).